terça-feira, 6 de outubro de 2015

Palestra - Novas tendências na mão direita do violão clássico pós-moderno: escalas heterodoxas e ornamentos com cordas cruzadas - Dr. Nícolas de Souza Barros

   Métodos dos últimos 50 anos, algumas partituras e fartas evidências no You-Tube comprovam a hipótese de que violonistas da atualidade estão incorporando crescentemente as digitações heterodoxas na resolução de escalas em velocidade. Estas são baseadas em células não binárias (como a-m-i ou p-m-i); o norte-americano C. F. E. Fiset e Narciso Yepes foram pioneiros importantes. Outros gestos inovadores estão sendo igualmente integrados, como os toques escovados (baseado no termo “brush stroke” do inglês), as escalas em campanella e a performance ornamental usando técnicas arpejadas. 
   Na palestra, o ministrante irá exemplificar as suas pesquisas sobre estes elementos técnicos a partir das suas escolhas para a performance da Chaconne BWV 1004 de J. S. Bach.

   Doutor em Música (UNIRIO – 2008), Nicolas de Souza Barros é um conceituado especialista brasileiro de instrumentos eruditos de cordas dedilhadas, como os violões de oito e seis cordas, alaúdes diversos, vihuela e guitarra barroca. 
    Na sua tese de doutorado "Tradição e Inovação no Estudo da Velocidade Escalar do Violão”, criou um modelo de digitação integrando técnicas heterodoxas dos últimos quinhentos anos de execução de cordofonistas. 
   Dedica-se a partir de 2004 ao violão de oito cordas de afinação expandida (com a primeira corda afinada em Lá 3), para o qual está criando um repertório novo composto por arranjos de obras originais para outros instrumentos e lançando em 2014 o CD Ernesto Nazareth por Nicolas de Souza Barros – violão de oito cordas
   Desde 1990, é professor de violão clássico e matérias conexas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), também atuando no programa do recém criado Mestrado Profissional em Música da mesma instituição (PROEMUS). Seus alunos de Bacharelado tem tido atuação destacada em concursos e instituições nacionais e estrangeiras, e muitos são atualmente professores de importantes instituições federais e estaduais. 
   Integra o conhecido conjunto de música antiga Quadro Cervantes (2 CDs), e tem desempenho profícuo como concertista, camerista e docente. É desde 2001 o Diretor Artístico da Associação de Violão do Rio (AV-Rio), ajudando a organizar centenas de eventos, entre os quais quinze concursos e três CDs coletivos. Estreou dezenas de obras para violão (estreias nacionais e mundiais), tocando em diversas Bienais de Música e colaborando com compositores como Edino Krieger, Ricardo Tacuchian, Alexandre Eisenberg, Nicanor Teixeira, Arthur Verocai, Pauxy Gentil-Nunes, J. Orlando Alves e Luiz Otávio Braga. 
   Lança em 2015 o CD Ravel e Debussy: Imagens, também voltada às suas transcrições de obras pianísticas para o violão de 8 cordas. 

* A palestra será realizada dia 11/12 às 16:30 horas na sede da EMBAP.

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